DOENÇA DE FABRY

Neurogenética

INFORMAÇÕES

A doença de Fabry resulta da deficiência da atividade da enzima alfa-galactosidase A (α-Gal A) e deposição progressiva de globotriaosilceramida (GL-3) nas células do corpo. A forma clássica da doença, que ocorre em homens com menos de 1% de atividade enzimática da α-Gal A, geralmente tem seu início na infância ou na adolescência. Mulheres heterozigotas geralmente apresentam sinais clínicos mais leves e com início de manifestação posterior aos homens. Variantes patogênicas no gene GLA, localizado no cromossomo X (Xq22.1), causam a doença. Variantes na sequência do gene GLA (substituições de base ou indels), detectáveis por sequenciamento, correspondem a 95% das variantes patogênicas identificadas em pacientes com a doença. As demais variantes patogênicas (~5%) correspondem a deleções ou duplicações no gene GLA.

Confira abaixo os detalhes de cada Exame (Indicação, Amostras, Prazos e Transporte)

SEQUENCIAMENTO COMPLETO DO GENE GLA

INDICAÇÃO

Exame recomendado para pacientes com suspeita clínica de doença de Fabry. O exame é capaz de detectar variantes genéticas na região codificadora e sítios de splicing do gene GLA que resultam na alteração da sequência de nucleotídeos: substituições (troca de uma única base) e indels (inserções ou deleções <1Kbp). Esses tipos de alterações são detectados em 95% dos afetados pela doença de Fabry. A metodologia desse exame consiste na amplificação das regiões codificadoras e regiões intrônicas flanqueadoras do gene GLA, seguida de sequenciamento de nova geração (NGS).

METODOLOGIA

Sequenciamento de Nova Geração (NGS) / Sequenciamento Sanger

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5mL

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

50 dias úteis
MLPA - GENE GLA - PESQUISA DE DUPLICAÇÕES E DELEÇÕES

INDICAÇÃO

O exame de pesquisa de deleção e duplicação no gene GLA é recomendado para pacientes com suspeita clínica de doença de Fabry, nos quais o exame de sequenciamento do gene não identificou variantes patogênicas. Deleções/duplicações parciais ou completas do gene GLA explicam 5% dos casos da doença. Nesse exame é utilizada a técnica de MLPA, que permite detectar alterações de número de cópias de DNA na região codificadora do gene. O kit de MLPA contém sondas de DNA que mapeiam ao longo do gene GLA. Os fragmentos amplificados por PCR em multiplex são separados por eletroforese capilar.

METODOLOGIA

Multiplex ligation-dependent Probe Amplification (MLPA)

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5mL

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

30 dias úteis
PESQUISA DE MUTAÇÃO ESPECÍFICA NO GENE GLA

INDICAÇÃO

Esse exame é indicado apenas para pacientes com histórico familiar de mutação patogênica ou provavelmente patogênica no gene GLA, ou como teste confirmatório de mutação identificada por outra metodologia. A metodologia desse exame consiste na amplificação por PCR da região genômica da mutação, seguida de sequenciamento bidirecional pela metodologia de Sanger e eletroforese em capilar.

METODOLOGIA

Sequenciamento Sanger

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5mL

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

25 dias úteis