Intolerância Genética ao Glúten

4P Genômica

Intolerância Genética ao Glúten

A doença Celíaca é um distúrbio sistêmico mediado pelo sistema imune engatilhado pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente susceptíveis, ou seja, que apresentem os haplótipos associados a risco. O teste do Centro de Genomas® detecta os haplótipos DQ2, DQ4, DQ7 e DQ8.

A doença Celíaca é um distúrbio sistêmico mediado pelo sistema imune engatilhado pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente susceptíveis, ou seja, que apresentem os haplótipos associados a risco.

Trata-se de um distúrbio intestinal com etiologia multifatorial e genes HLA e não-HLA em conjunto com glúten e possivelmente fatores ambientais estão envolvidos no desenvolvimento da doença e as moléculas codificadas pelos genes HLA-DQA1 e HLA-DQB1 estão associadas com doença celíaca formam os heterodímeros DQA e DQB.

As manifestações da doença celíaca são decorrentes de uma resposta imunológica adaptativa contra os peptídeos chamados coletivamente de glúten (são as proteínas de armazenamento dos grãos contidas no trigo, cevada e centeio) ricamente compostas em prolina e glutamina, que acarreta em lesões e destruição do epitélio intestinal, inflamação crônica, ativação descontrolada dos linfócitos intraepiteliais.

A suscetibilidade genética da doença celíaca (DC) é determinada pelo antígeno de histocompatibilidade HLA (Human leukocyte antigen).

Esses Genes HLA compreendem três conjuntos de genes polimórficos denominados HLA-DR (HLA-DRA e HLA – DRB1), HLA-DP (HLA-DPA1 e HLA – DPB1) e HLA-DQ (HALA-DQ1 e HLA-DQB1). Quase 95% dos pacientes celíacos são portadores de pelo menos uma das duas moléculas de risco (haplótipo DQ2.5 e haplótipo DQ8). Portanto, o fator genético de risco mais importante para a doença celíaca é o haplótipo DQ2.5, com o risco mais elevado em indivíduos homozigotos para este haplótipo, ou para aqueles que apresentam uma única cópia do DQ2.5 e uma cópia de moléculas do haplótipo DQ2.2, haplótipo DQ8.

A frequência desses alelos na população geral é substancial (25%), sugerindo que estas variantes são necessárias para o desenvolvimento da doença, mas não suficientes. Em suma, indivíduos negativos para DQ2 ou DQ8 são extremamente improváveis de apresentar doença celíaca (alto valor preditivo negativo do teste).

Referências:
1. Ferretti G, Bacchetti T, Masciangelo S, Saturni L. Celiac disease, inflammation and oxidative damage: a nutrigenetic approach. Nutrients. 2012 Apr;4(4):243-57.

2. Gasbarrini G, Rickards O, Martínez-Labarga C, Pacciani E, Chilleri F, Laterza L, Marangi G, Scaldaferri F, Gasbarrini A. Origin of celiac disease: how old are predisposing haplotypes? World J Gastroenterol. 2012 Oct 7;18(37):5300-4.

3. Monsuur AJ, Wijmenga C. Understanding the molecular basis of celiac disease: what genetic studies reveal. Ann Med. 2006;38(8):578-91.

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