SÍNDROME DE LYNCH – CÂNCER COLORRETAL
NÃO POLIPOSO HEREDITÁRIO (HNPCC)

Oncogenética

INFORMAÇÕES

O câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC), também denominado síndrome de Lynch, é uma forma hereditária de câncer causada por alterações em genes responsáveis pelo reparo de DNA: MLH1, MSH2, MSH6, PMS2 e EPCAM. A maioria dos afetados são portadores de variantes patogênicas nos genes MLH1 (50%), MSH2 (40%) e MSH6 (7-10%), enquanto que as alterações nos genes PMS2 (<5%) e EPCAM (~1%-3%) correspondem a minoria dos casos. Grande parte das variantes patogênicas nesses genes levam à síntese de proteínas não funcionais. A diminuição dos níveis dessas proteínas leva ao aumento do número de erros no reparo de DNA. O acúmulo desses erros durante a divisão celular aumenta o risco de formação de tumores de colón ou em outras partes do corpo. A síndrome de Lynch também está associada a risco aumentado de desenvolvimento de outros tipos de câncer, incluindo endométrio, ovário, estômago, pequeno intestino, fígado, trato urinário e cérebro.

Confira abaixo os detalhes de cada Exame (Indicação, Amostras, Prazos e Transporte)

PESQUISA DE INSTABILIDADE DE MICROSSATÉLITES (PIM) - GENES MLH1, MSH2, MSH6 E PMS2

INDICAÇÃO

As células com alterações nos genes de reparo de DNA que incluem os genes MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2 não conseguem reparar corretamente os erros ocorridos durante a replicação do DNA. Células com instabilidade de microssatélites (MSI) apresentam número diferente de unidades repetitivas de microssatélites em comparação a células normais, sugerindo a presença de alterações em genes que atuam na reparação do DNA. A pesquisa de instabilidade de microssatélites é, portanto, uma forma eficiente de avaliar a existência de erros de replicação no DNA tumoral. A instabilidade de microssatélite é detectada em pacientes com síndrome de Lynch (câncer hereditário) e em cerca de 15% a 20% dos carcinomas colorretais esporádicos. Caso seja detectada a presença de MSI, a investigação de variantes patogênicas nos genes de reparo é recomendada.

METODOLOGIA

Análise de fragmentos

AMOSTRA

Sangue Total / Tecido Tumoral

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC) – Sangue.
Temperatura ambiente – Tecido

PRAZO DE RESULTADO

12 dias úteis
SEQUENCIAMENTO COMPLETO DO GENE MLH1

INDICAÇÃO

Exame recomendado para pacientes com suspeita clínica de câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC), também denominado síndrome de Lynch. O exame de sequenciamento do gene MLH1 é capaz de detectar variantes genéticas na região codificadora e sítios de splicing desse gene que resultam na alteração da sequência de nucleotídeos: substituições (troca de uma única base) e indels (inserções ou deleções <1Kbp). Variante patogênicas no gene MLH1 causam 50% dos casos da doença. A metodologia desse exame consiste na amplificação da região codificadora e regiões intrônicas flanqueadoras do gene MLH1, seguida de sequenciamento de nova geração (NGS).

METODOLOGIA

Sequenciamento de Nova Geração (NGS)

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

40 dias úteis
SEQUENCIAMENTO COMPLETO DO GENE MSH2

INDICAÇÃO

Exame recomendado para pacientes com suspeita clínica de câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC), também denominado síndrome de Lynch. O exame de sequenciamento do gene MSH2 é capaz de detectar variantes genéticas na região codificadora e sítios de splicing desse gene que resultam na alteração da sequência de nucleotídeos: substituições (troca de uma única base) e indels (inserções ou deleções <1Kbp). Variante patogênicas do gene MSH2 causam 40% dos casos da doença. A metodologia desse exame consiste na amplificação da região codificadora e regiões intrônicas flanqueadoras do gene MSH2, seguida de sequenciamento de nova geração (NGS).

METODOLOGIA

Sequenciamento de Nova Geração (NGS)

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

40 dias úteis
SEQUENCIAMENTO COMPLETO DO GENE MSH6

INDICAÇÃO

Exame recomendado para pacientes com suspeita clínica de câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC), também denominado síndrome de Lynch. O exame de sequenciamento do gene MSH6 é capaz de detectar variantes genéticas na região codificadora e sítios de splicing desse gene que resultam na alteração da sequência de nucleotídeos: substituições (troca de uma única base) e indels (inserções ou deleções <1Kbp). Variante patogênicas no gene MSH6 causam 7-10% dos casos da doença. A metodologia desse exame consiste na amplificação da região codificadora e regiões intrônicas flanqueadoras do gene MSH6, seguida de sequenciamento de nova geração (NGS).

METODOLOGIA

Sequenciamento de Nova Geração (NGS)

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

40 dias úteis
PAINEL DE CÂNCER COLORRETAL HEREDITÁRIO NÃO POLIPOSO (HNPCC, SÍNDROME DE LYNCH) SEQUENCIAMENTO DOS GENES MLH1, MSH2, MSH6, PMS2 E EPCAM

INDICAÇÃO

O PAINEL DE CÂNCER COLORRETAL HEREDITÁRIO NÃO POLIPOSO permite detectar variantes nos genes MLH1, MSH2, MSH6, PMS2 e EPCAM que predispõem ao desenvolvimento de câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC), também denominado síndrome de Lynch. A maioria dos afetados são portadores de variantes patogênicas nos genes MLH1 (50%), MSH2 (40%) e MSH6 (7-10%). A sequência do gene PMS2 não é analisada por completo, devido a propriedades intrínsicas da  gene. Esse exame é capaz de detectar variantes genéticas na região codificadora e sítios de splicing que resultam na alteração da sequência de nucleotídeos: substituições (troca de uma única base) e indels (inserções ou deleções <1Kbp). A metodologia desse exame consiste na amplificação das regiões codificadoras e regiões intrônicas flanqueadoras dos genes presentes no painel, seguida de sequenciamento de nova geração (NGS).

METODOLOGIA

Sequenciamento de Nova Geração (NGS)

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

45 dias úteis
PAINEL DE CÂNCER GASTRO-INTESTINAL HEREDITÁRIO SEQUENCIAMENTO COMPLETO DOS GENES MLH1, MSH2, MSH6, PMS2, EPCAM, CDH1, TP53, APC E MUTYH

INDICAÇÃO

O PAINEL DE CÂNCER GASTRO-INTESTINAL HEREDITÁRIO permite detectar variantes nos genes que causam câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC), polipose adenomatosa familiar e síndrome do câncer gástrico difuso hereditário. Esse exame é capaz de detectar variantes genéticas na região codificadora e sítios de splicing que resultam na alteração da sequência de nucleotídeos: substituições (troca de uma única base) e indels (inserções ou deleções <1Kbp). A metodologia desse exame consiste na amplificação das regiões codificadoras e regiões intrônicas flanqueadoras dos genes presente no painel, seguida de sequenciamento de nova geração (NGS).

METODOLOGIA

Sequenciamento de Nova Geração (NGS)

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

45 dias úteis
PESQUISA DE MUTAÇÃO ESPECÍFICA NO GENE MLH1

INDICAÇÃO

Esse exame é indicado apenas para pacientes com histórico familiar de mutação patogênica ou provavelmente patogênica no gene MLH1, ou como teste confirmatório de mutação identificada por outra metodologia. A metodologia desse exame consiste na amplificação por PCR da região genômica da mutação, seguida de sequenciamento bidirecional pela metodologia de Sanger e eletroforese em capilar.

METODOLOGIA

Sequenciamento Sanger

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

25 dias úteis
PESQUISA DE MUTAÇÃO ESPECÍFICA NO GENE MSH2

INDICAÇÃO

Esse exame é indicado apenas para pacientes com histórico familiar de mutação patogênica ou provavelmente patogênica no gene MSH2, ou como teste confirmatório de mutação identificada por outra metodologia. A metodologia desse exame consiste na amplificação por PCR da região genômica da mutação, seguida de sequenciamento bidirecional pela metodologia de Sanger e eletroforese em capilar.

METODOLOGIA

Sequenciamento Sanger

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

25 dias úteis
PESQUISA DE MUTAÇÃO ESPECÍFICA NO GENE MSH6

INDICAÇÃO

Esse exame é indicado apenas para pacientes com histórico familiar de mutação patogênica ou provavelmente patogênica no gene MSH6, ou como teste confirmatório de mutação identificada por outra metodologia. A metodologia desse exame consiste na amplificação por PCR da região genômica da mutação, seguida de sequenciamento bidirecional pela metodologia de Sanger e eletroforese em capilar.

METODOLOGIA

Sequenciamento Sanger

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

25 dias úteis
PESQUISA DE MUTAÇÃO ESPECÍFICA NO GENE PMS2

INDICAÇÃO

Esse exame é indicado apenas para pacientes com histórico familiar de mutação patogênica ou provavelmente patogênica no gene PMS2, ou como teste confirmatório de mutação identificada por outra metodologia. A metodologia desse exame consiste na amplificação por PCR da região genômica da mutação, seguida de sequenciamento bidirecional pela metodologia de Sanger e eletroforese em capilar.

METODOLOGIA

Sequenciamento Sanger

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

25 dias úteis
MLPA - GENES MLH1 e MSH2- PESQUISA DE DUPLICAÇÕES E DELEÇÕES

INDICAÇÃO

O exame de pesquisa de deleções e duplicações nos genes MLH1 e MSH2 é recomendado para pacientes com suspeita clínica câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC), também denominado síndrome de Lynch, nos quais o exame de sequenciamento desses genes não identificou variantes patogênicas. Embora a maioria das alterações patogênicas nesses genes sejam variantes de sequência detectáveis por sequenciamento, grandes deleções correspondem a aproximadamente 20% e 5% das alterações patogênicas previamente descritas nos genes MSH2 e MLH1, respectivamente. Nesse exame é utilizada a técnica de MLPA, que permite detectar alterações de número de cópias de DNA na região codificadora dos genes MLH1 e MSH2. O kit de MLPA contém sondas de DNA que mapeiam ao longo dos genes MSH2 e MLH1. Os fragmentos amplificados por PCR em multiplex são separados por eletroforese capilar.

METODOLOGIA

Multiplex ligation-dependent Probe Amplification (MLPA)

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

35 dias úteis
MLPA - GENES MLH1, MSH2, MSH6, PMS2 E EPCAM - PESQUISA DE DUPLICAÇÕES E DELEÇÕES

INDICAÇÃO

O exame de pesquisa de deleções e duplicações nos genes MLH1, MSH2, MSH6, PMS2 e EPCAM é recomendado para pacientes com suspeita clínica câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC), também denominado síndrome de Lynch, nos quais o exame de sequenciamento desses genes não identificou variantes patogênicas. Grandes deleções correspondem a aproximadamente 20%, 5% e 20% das alterações patogênicas previamente descritas, respectivamente, nos genes MSH2, MLH1 e PMS2. Deleções no gene EPCAM, detectados em 1 a 3% dos pacientes com a doença, resultam no silenciamento do gene MSH2 devido a hipermetilação do DNA. Nesse exame é utilizada a técnica de MLPA, que permite detectar alterações de número de cópias de DNA na região codificadora dos genes MLH1, MSH2, MSH6, PMS2 e EPCAM. O kit de MLPA contém sondas de DNA que mapeiam ao longo dos genes do painel. Os fragmentos amplificados por PCR em multiplex são separados por eletroforese capilar.

METODOLOGIA

Multiplex ligation-dependent Probe Amplification (MLPA)

AMOSTRA

Sangue total (EDTA) – 5 ml

TRANSPORTE

Refrigerado (2 a 8ºC)

PRAZO DE RESULTADO

35 dias úteis